quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

COMISERAÇÃO (PARA NÃO MAIS SENTIR) (P)

Se me despedisse de verdade não saberia a que horas voltava a ver-te voltar de um dia inglório e então era demasiado tempo no laboratório, por isso não vale a pena estarmos a esperar estar certos ou errados sobre o que quer que seja, por isso mais vale ficarmos, assim, sentados a olhar um para o outro na distância de uma vida, em que nos vemos sem nos ver, a não ser, a não ser por palavras, estúpidas palavras que me reencontram, que NOS reencontram aliás sempre estupidamente sem a bênção de um olhar, porque aqui nem a frase mais longa dos Universos pode contar...a frase mais comprida do mundo é incapaz de ligar duas pessoas como um olhar ou um contacto, por isso tudo isso então, quero despedir-me na esperança de um encontro fugaz, mas no campo talvez, os meus dias sejam então mais bem passados, na verdade, sim...agora no campo, com toda aquela paz, das vacas que mugem e o medo que não haja mulheres para mugir os nossos sonhos (porque eu bailo em baile para guardar memórias pornográficas, mas isso é outra história para a qual girareis se a ventoinha do mundo te mandar).

NADIR VELD

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