sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Os Homens Quebrados (II)

Somos homens dispersos
Vendemo-nos aos Demónios ou aos Anjos
Dependendo do que nos esticar a mão primeiro
Então, sorridentes, seguimos sem pensar
Dançamos ao som da música que está a dar
E nunca nos importamos em mudar
Os nossos olhos cumprimentaram estupidamente o dia e a noite
E sossegadamente concordaram com o que viam
Voltando as costas para dormir
Enquanto todos os outros tratavam de tudo para os cegar
Abafando-nos na longa noite

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