sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Os Homens Quebrados (IV)

Enquanto Homens Quebrados, preferimos mentir, sempre que nos perguntam se estamos bem. Mentimos sempre, mesmo que seja uma pergunta sincera, feita para o nosso bem. Dizemos sempre que está tudo bem aos outros, mesmo que para nós esteja tudo mal, ainda que, na verdade, tudo esteja mais ou menos...Ah, sempre mais ou menos, numa indecisão fatal, ah, numa espera decidida, sim, uma vaga espera decidida a esperar mais um pouco, na sala de espera da loucura em que entramos cegos e seguros de que estamos bem, ainda que nos rodeiem os estudiosos da mente, com as suas complexas questões superficiais nas convenções de psicólogos psicopatas que meteram a vida na gaveta e escreveram um livro sobre os buracos das ravinas ao pé do Oceano. Por que há tão poucos livros sobre as janelas, quando delas podemos ver para lá de qualquer psicologia o canto das aves, por exemplo, tão diferente, como os irmãos gémeos separados à nascença e colocados em ambientes distintos: num deles um ouvia música clássica e o outro pesadas músicas de metal e hard rock. No fim confrontam-se. O mais mole morre e chamam a isso Selecção Natural. Então fazem listas com emoções sensações do mundo intelectual. Acham que fazem grandes descobertas, mas matam um génio brilhante, que tinha o caminho certo para a salvação da raça humana, com uma combinação de anti-psicóticos vermelhos. Ah, e ele explodiu num grito louco, silenciado como qualquer outro.

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