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Major Raul Cunha

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Um dos maiores aldrabões da guerra, conhecido pela negação, com dados falsos, do massacre de Bucha, pede aqui que os demais mentirosos venham pedir desculpa. Está certo, Raul... Será que esta malta não se enxerga? Não é capaz de se olhar ao espelho? Ele disse que viu mãos a moverem-se nos videos do massacre de Bucha quando se via perfeitamente que havia apenas uma gota no vidro do carro. Será que este facho putinista pediu desculpa por essa mentira?  

Facharia putinista em acção

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Diz-nos Miguel Castelo Branco, um dos mais vocais putinistas lusitanos, que até estava a ter um dia bom, enquanto só morriam civis ucranianos e soldados ucranianos e russos, mas depois ficou muito triste quando soube da morte da Darya Dugyna, uma das promotoras da guerra e da invasão da Ucrânia e mulher que não estava muito preocupada com a supressão da identidade ucraniana e do povo desse país. Esperemos todos que o bom do Miguel tenha recuperado da dor e esteja melhor do choque, pobrezinho. Muita força, amigo.  

30 dias de suspensão

  Não é que me tenham tirado a voz, mas, pelo menos, tiraram o ar em que ela se propaga, não me tiraram as palavras, mas tiraram-me a plataforma em que elas eram escritas. Agora posso usar outras plataformas, mas quem ouvirá? Aqui ninguém vem ler, isto é um não-lugar, se ninguém o frequenta nem sequer existe. É muito frustrante uma pessoa estar a construir uma voz e uma linha de ideias e depois desaparece-lhe o chão debaixo dos pés e já não há mais lugar para continuar a trabalhar nessa voz e nessas ideias. Um mês de suspensão é imenso tempo e ainda irrita mais porque se deve a denúncias de fascistas e nazis do PCP e da malta que fica muito incomodada por eu descontruir de forma brutal e contundente as reais intenções por trás do comunicado do Partido Comunista Português, que é igualzinho ao comunicado que o Partido Comunista da Coreia do Norte montou. Ora, pedir ao PCP que seja um pouco mais adulto e democrático que o Partido Comunista da Coreia do Norte não é uma grande exigência — f

Pessoas que me Bloquearam no Facebook (95 - Sofia Afonso Ferreira)

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Numa publicação que já contava com mais de 600 likes e 100 partilhas dizia-se que a mulher que insultou de forma racista duas crianças filhas de actores brasileiros na Costa da Caparica era, também ela, brasileira. Este é um “facto” que está a circular desde que se soube do incidente, sobretudo divulgado por gente que quer dizer que os portugueses não são racistas, e cuja veracidade não consigo atestar em lugar algum. Então eu decidi pedir-lhe provas do que dizia, sobretudo por ter na publicação em questão imensos comentários do género: “Pronto e depois são os portugueses que são racistas, condeno qualquer tipo de racismo, mas…” “Já são tantos milhares que é natural que se confrontem”   “Assim vai este país que adora acolher esta gente !!!! E depois somos os maus!!!” “Graças a Deus! Espero que esse pequeno pormenor tb passe na televisão” “São brasileiras que de entendam!!! O que não têm direito de pôr tão pouco o nome de Portugal que nada tem a ver com isso” “O casal de brasileiros dev

Guerra na Ucrânia (20 de Março 2022)

As mesmíssimas pessoas que a semana passada alegavam “enquadramentos históricos”, “complexidade”, pediam que nós víssemos as nuances e não olhássemos para o mundo “a preto e branco” esfregaram hoje de felicidade as mãos com a notícia de que o presidente ucraniano tinha suspendido a actividade de partidos políticos com ligações à Rússia. Os ex-ponderados da semana passada tornaram-se subitamente pessoas convictas, espumando da boca a sua raiva contra Zelenskyy, o fascista, o facínora que se atreve a ilegalizar partidos. Perderam-se todas as nuances, todas as cores do seu arco-íris da paz. Ninguém se lembrou de dizer que a Rússia está em guerra, que alguns daqueles partidos eram declaradamente pró-Putin, que um dos políticos desses partidos era até aquele que Putin planeava pôr no governo ucraniano como presidente-fantoche. Toda essa complexidade foi posta na gaveta porque a notícia caída do céu era mesmo boa para quem quer espumar de raiva e, quando lhes cai no colo uma dessas notícias

Um dos maiores orgulhos, longa crítica

 Transcrevo para aqui uma longuíssima crítica que me foi dirigida por uma das pessoas mais assustadoras do Facebook, uma Pessoa que julga ser detentora da verdade e está sempre a dar lições de moral com dedo em riste. Desta vez escrevi um textinho inofensivo para chatear pessoas como ela e...foi um sucesso tremendo, que imenso orgulho: Coitadinho do carente. Fui bloqueada pelo facebook por 24 horas e não pelo motivo que eu esperava. A história é longa e queria contá-la de forma simples, sabendo que não vou conseguir. Não pretendo queixar-me do bloqueio, porque sei as regras do jogo. Nada desta publicação pretende ser uma queixa ou uma birra. Mas durante o processo de estar bloqueada, raciocinei sobre isto de ter a palavra e é disso que este texto trata. Na véspera da véspera de Natal, li uma publicação de alguém que tenho na lista de amigos, em que muitos dos que me lêem também terão visto. Não pretendo indicar quem é a pessoa, porque nem é meu propósito, nem eu quero dar esse relevo à

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Que me batam uma punheta no caixão Seria deleite — derradeira consolação, Esguichar o leite último na enlutada multidão, Salpicar de meita a língua ao capelão, Ouvir das fêmeas o elogio ao mangalhão, À dureza em rigor mortis do perpétuo folião. Esgaça-me da carcaça a piça doce mão De homem fraco ou mulherão, Falo firme fá-lo vir-se na boca do sacristão, Jacula veio alvo em roxo paramento Explosão, Via Láctea, firmamento.