quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Não Gosto (XV) (DEfinitivamente SP) (P)

Não gosto de pessoas que se preocupam demaziado com os erros ortográficos a não ser que se trate da habitual e infantil confusão entre "à" e "há", que é um erro que perturba todas as frases em que está. Nas escolas, os professores insistem com os alunos para que eles escrevam um português correcto, em vez de insistirem apenas no estudo da fonética inerente a cada uma das letras e aos acentos que lhe podem ser postos. Neste caso a palavra-chave é mesmo "ACENTO", que em espanhol quer dizer sotaque/pronúncia (e em e inglês-francês "Accent", em italiano "accento"). Estou perfeitamente à vontade com pessoas que escrevem segundo a sua pronúncia e a correspondência fonética de cada uma das letras. Acho normal um brasileiro querer escrever "djizer", ou um nortenho de Portugal escrever "faziêr", ou alguém da Beira Interior portuguesa querer escrever "entaindes?". É assim que nascem as línguas. Se olharmos o mirandês e o galego (e, a um nível um pouco mais complexo, o catalão e o castelhano) parece tudo a mesma coisa, escrito com algumas variações que se produziram por alterações de sotaque (o caso do mirandês é absolutamente gritante!, tamanhas são as semelhanças e tão poucas são as "novas palavras", aquelas muito diferentes das do português).
Acredito que para algumas pessoas menos leigas isto possa causar alguma confusão, mas eu só me sinto confortável no caos...

3 comentários:

  1. "Fazier"!? Ninguém do norte escreve assim... lol

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  2. Vou mudar para faziêr, assim perceber-se-á melhor a minha ideia.

    Não, ninguém escreve assim, realmente, mas eu também não digo que escreva...Digo apenas que é assim que as pessoas pronunciam essa palavra e que não me importava muito que a escrevessem assim, ainda que errada em termos de português, mas correcta na relação que estabelece entre as letras escritas e as palavras pronunciadas.

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  3. melhor dizendo, entre as letras escritas e a forma de pronunciar a palavra.

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