quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Balada del Diablo y La Muerte (La Renga)

Balada del Diablo y la Muerte

Estaba el diablo mal parado
en la esquina de mi barrio
ahí donde dobla el viento y se cruzan los atajos,
al lado de él estaba la muerte con una botella en la mano;
me miraban de reojo y se reían por lo bajo
y yo que esperaba no sé a quién,
al otro lado de la calle del otoño,
una noche de bufanda que me encontro desvelado
entre dientes oí a la muerte que decia así:
-"cuántas veces se habrá escapado
como laucha por tirante,
y esta noche que no cuesta nada
nisiquiera fatigarme
podemos llevarnos un cordero con sólo cruzar la calle".
yo me escondí tras la niebla y miré al infinito
a ver si llegaba ese que nunca iba a venir,
estaba el diablo mal parado
en la esquina de mi barrio
al lado de él estaba la muerte con una botella en la mano.
Y temblando como una hoja
me crucé para encararlos y les dije
me parece que esta vez me dejaron bien plantado,
les pedí fuego y del bolsillo saqué una rama pá convidarlos
y bajo un árbol del otoño nos quedamos chamuyando,
me contaron de sus vidas
sus triunfos y sus fracasos,
de que el mundo andaba loco y hasta el cielo fue comprado
y mas miedo que ellos 2 me daba el propio ser humano
y quizas yo no esperaba a nadie y entre las risas del aquelarre
el diablo y la muerte se me fueron amigando
ahí donde dobla el viento y se cruzan los atajos,
ahí donde brinda la vida,
en la esquina de mi barrio.

A Balada do Diabo e da Morte

Estava o Diabo mal parado

Na esquina do meu bairro
Ali onde dobra o vento
E se cruzam os atalhos
Ao lado estava a Morte com uma garrafa na maão

Olhavam-me de canto e riam-se às escondidas
E eu que esperava não sei quem
Do outro lado da rua do Outono
Numa noite turbulenta que me deixou destruído
Entredentes ouvi a Morte que dizia 
Que dizia assim
"Quantas vezes terá escapado como
lancha por tirante
como fogo de rompante
Esta noite não custa nada
hoje vamos transformar um cordeiro puro
Numa alma que destrua, para isso basta-lhe atravessar a rua
que ouse atravessar a rua!"
Escondi-me atrás da névoa e olhei o infinito
Esperando esse que nunca há-de vir

Estava o Diabo mal parado
Na esquina do meu Bairro
A seu lado estava a Morte com uma garrafa na mão

E periclitante como uma folha
Atravessei a rua para os encarar
E disse-lhes "parece que desta vez 
me tinham deixado bem impressionado"
Pedi-lhes fogo e tirei um paiva para os convidar
E, debaixo de uma árvore de Outono ficámos a conversar (no fumo) - (fazer amizade, sorrindo, falando - trautelei?-) CHAMUYANDO - CHAMUCHANDO?
Contaram-me das suas vidas
Seus triunfos e seus fracassos
Disseram-me que o mundo estava louco
E que até o céu tinha sido comprado

E mais medo que deles dois
Tive-as do próprio ser humano
E talvez eu não esperasse nada daquela reunião mística
Mas o Diabo e a Morte foram-se tornando meus amigos
Ali onde dobra o vento e se cruzam os atalhos
Ali onde brilha a vida na esquina do meu Bairro
Do meu Bairooo! Do meu Bairroooo.


Petrogul Al-Saphyria

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