Os Diários Lunáticos de Zenit Saphyr (27 de Outubro de 2015) P
Estou a insistir no frio enquanto penso que nada partilho...Eu próprio embrenhado em negócios esgotantes que até me impedem de escrever...Vou deixar a Catalunha hoje, repete-se o que aconteceu em Fuzeta há uns anos. Para mim...acabou...sim...esta vida de contrafacção e temores policiais...bom...não foi mau de todo e deu-me vontade...sim...mas mais tarde...agora vou descansar, tirar umas merecidas férias e movimentar-me-ei com determinada resolução...depois de passar um tempo...até eu...demasiado velho para...demasiado velho para...NÃO...ainda sei como viver...não posso insistir nesta comiseração que me é alheia...que me foi transmitida por más vibrações que eu próprio vibrei para a atmosfera a meu redor...como se fosse putrefacta...sim...a minha sombra putrefacta...aquele Nadir, sempre a consumir-se como num inferno, martírio em chamas eternas, sem o corpo morrer, imaginem! Sem o corpo morrer...a pele queimando dolorosamente, os ossos carbonizados, desfeitos em pó negro, dentro do cor...