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Poema de Oscar Wilde com referência a D.Sebastião

36. The Grave of Keats  RID of the world’s injustice, and his pain,     He rests at last beneath God’s veil of blue:     Taken from life when life and love were new   The youngest of the martyrs here is lain,   Fair as Sebastian, and as early slain.     No cypress shades his grave, no funeral yew,     But gentle violets weeping with the dew   Weave on his bones an ever-blossoming chain.   O proudest heart that broke for misery!     O sweetest lips since those of Mitylene!   O poet-painter of our English Land!   Thy name was writ in water——it shall stand:     And tears like mine will keep thy memory green,     As Isabella did her Basil-tree.  ROME. Poema em que Oscar Wilde refere D. Sebastião, belo e morto jovem como convém às grandes lendas.

Variações de Yeats (Oil and Blood)

Em sarcófagos resplandecentes sob místicas pirâmides Estão envoltos em pano os corpos sagrados de princesas e faraós Mas sob camadas de areia calcada do deserto Luta, ainda em desespero, um peregrino pela tempestade atacado E sob um manto de mar infinito vagueia sufocado Um marinheiro pela tempestade atormentado

Óleo e Sangue (oil and blood)

Em túmulos de ouro e lápis-lazuli Corpos de homens e mulheres sagrados suam Óleos miraculosos, perfume de violetas Mas sob pesadas camadas de barro calcado Jazem os corpos de vampiros cheios de sangue As suas mortalhas estão ensanguentadas e os seus lábios húmidos W.B.Yeats

Comiseração (P)

Partilhamos connosco uma grande dor no momento em que não somos nós e nos esquecemos da vida pensando que já estamos mortos. A nossa consciência desloca-se, mas não deixa de ser a nossa ainda que fantasiemos belos enredos para mentirmos vivendo a nossa vida. Não somos senão um fragmento do que poderíamos ser. Eu sou o oposto de um hipocondríaco. Tenho milhares de possíveis doenças, mas não me preocupo. Só quero que uma delas me mate depressa. Nadir Veld Em túmulos de ouro e lápis-lazuli Corpos de almas ricas em vida descansam E suam miraculosos odores Mas sob a terra dos cemitérios e a suja pedra Agitam-se inquietos os corpos dos que nunca morrem Em túmulos ornados de ouro guardados em grandes mausoléus Dormem em paz eterna o homem sagrado Mas, sob toneladas maciças de água salgada Jaz afogado e boquiaberto um pobre pescador desamparado Em túmulos de ouro sob mármores reluzentes As almofadas adocicadas confortam os corpos fatigados Mas sob terra calcada num panta...

Lazarus (Música de David Bowie)

Imagem
Olha, aqui em cima Estou no céu Tenho cicatrizes que não podem ser vistas Tenho drama que não pode ser roubado Agora todos sabem quem sou Olhem aqui para cima, estou em perigo Não tenho nada a perder Estou tão pedrado que o meu cérebro rodopia Deixei o meu telemóvel para trás Não é isso ser como eu? Quando cheguei a Nova Iorque Eu vivia como um rei E então gastei todo o meu dinheiro Estava à procura do teu rabo Desta maneira ou de maneira nenhuma Vocês sabem que serei livre Como aquele pássaro azul Oh, serei livre Como aquele pássaro azul Oh, serei livre Como aquele pássaro azul

Nada Personal (Soda Stéreo)

Nada Personal Comunicación sin emoción una voz en off con expresión deforme busco algo que me saque este mareo busco calor en esa imagen de video Nada, nada personal nada, nada personal Ella no puede pensar, esta aburrida de tanto simular cayó dormida busco en tv algún mensaje entre líneas busco alguien que sacuda mi cabeza y no encuentro nada, nada Nada personal nada, nada personal nada especial Sinceramente sería tan bueno tocarte pero es inútil, tu cuerpo es de látex y no siento nada Nada personal nada, nada personal Nada Pessoal Comunicação, sem emoção Uma voz em off  com expressão Disforme Procuro algo que me tire deste torpor Procuro calor nesta imagem de vídeo Nada Nada Pessoal Nada Nada Pessoal Ela não pode pensar, está aborrecida De tanto simular caiu adormecida Procuro na TV alguma mensagem subliminar Procuro alguém que sacuda a minha cabeça E não encontro nada Sinceramente, seria tão bom tocar-te Mas é inútil, o teu corpo é de lát...

Cuando estes aca (La Renga)

Quando estiveres cá vais ter espaço E uma frágil forma de existir Vendo-te nascer, quem pode ver Um mundo para destruir? Olhos que não vêem, corações que não sentem E tu estás por chegar A cada instante haverá uma flor E em cada flor haverá um instante Em que a vida se mostre Diante destes olhos néscios Quando estiveres cá, vais ter o teu tempo O mesmo que não tem fim Num mundo assim, onde está o teu lugar Quem pode a água envenenar? Olhos que não vêem, corações que não sentem E tu estás por chegar A cada instante haverá uma flor E em cada flor haverá um instante Em que a vida se mostre Diante destes olhos néscios Quando estiveres cá terás espaço, tempo E algo por que lutar Ver-te crescer e tornar-te forte Que mais há por que viver? Olhos que não vêem, corações que não sentem E tu estás por chegar A cada instante haverá uma flor E em cada flor haverá um instante Em que a vida se mostre Diante destes olhos néscios Petrogul Al-Saphyria

Corazón Delator (Soda Stéreo)

Um chamariz Há algo oculto em cada sensação Ela parece suspeitar Parece descubrir Na minha debilidade Os vestígios de uma fogueira Oh, o meu coração torna-se delator Traindo-me por descuido Fui vítima de tudo alguma vez Ela não pode perceber Já nada pode impedir na minha fragilidade É o curso das coisas Todo o meu coração se torna delator Abrem-se as minhas algemas Uma leve chicotada uma premonição Evocam chagas nas mãos Uma doce palpitação Uma chave íntima Vão caindo dos meus lábios Um sinal Há algo oculto em cada sensação Ela parece suspeitar Parece descubrir Em mim Que aquele amor é como um Oceano de Fogo Oh, o meu coração torna-se delator A febre voltará Uma leve chicotada uma premonição Evocam chagas nas mãos Uma doce palpitação Uma chave íntima Vão caindo dos meus lábios Como um mantra Dos meus lábios Dos meus lábios Petrogul Al-Saphyria

Cuando Pase el Temblor (Soda Stéreo)

Quando acabarem os espasmos Eu, caminharei entre as pedras Até sentir a convulsão Nas minhas pernas Às vezes tenho medo Eu sei-o Outras vezes vergonha Estou sentado numa cratera deserta Continuo a aguardar a convulsão No meu corpo Ninguém me viu partir Eu sei-o Ninguém me espera Há um buraco no meu coração Um planeta com desilusão Sei que te encontrarei nessas ruínas Já não vamos ter de falar Da convulsão Beijar-te-ei no tremor Eu sei-o Será um bom momento Há um buraco no meu coração Um planeta com desilusão Acorda-me quando acabar a convulsão Acorda-me, acorda-me Petrogul Al-Saphyria

Balada del Diablo y La Muerte (La Renga)

Balada del Diablo y la Muerte Estaba el diablo mal parado en la esquina de mi barrio ahí donde dobla el viento y se cruzan los atajos, al lado de él estaba la muerte con una botella en la mano; me miraban de reojo y se reían por lo bajo y yo que esperaba no sé a quién, al otro lado de la calle del otoño, una noche de bufanda que me encontro desvelado entre dientes oí a la muerte que decia así: -"cuántas veces se habrá escapado como laucha por tirante, y esta noche que no cuesta nada nisiquiera fatigarme podemos llevarnos un cordero con sólo cruzar la calle". yo me escondí tras la niebla y miré al infinito a ver si llegaba ese que nunca iba a venir, estaba el diablo mal parado en la esquina de mi barrio al lado de él estaba la muerte con una botella en la mano. Y temblando como una hoja me crucé para encararlos y les dije me parece que esta vez me dejaron bien plantado, les pedí fuego y del bolsillo saqué una rama pá convidarlos y bajo un árbol del otoño...

La Renga (Triste Canción de Amor)

Triste Canción de Amor Ella existió solo en un sueño y él es el poema que el poeta nunca escribió. Y en la eternidad los dos unieron sus almas para darle vida a esta triste canción de amor. Él es como el mar y ella como la luna y en las noches de luna llena hacen el amor. Y en la eternidad los dos unieron sus almas para darle vida a esta triste canción de amor. Él es como un dios y ella como una virgen y los dioses les enseñaron a pecar. Y en la eternidad los dos unieron sus almas para darle vida a esta triste canción de amor Triste Canção de Amor Ela existiu só num sonho E ele é o poema que o poeta nunca cantou E na eternidade os dois uniram as suas almas Para dar vida a esta triste canção de amor Ele é como o mar e ela como uma lua E nas noites de lua cheia fazem amor E na eternidade os dois uniram as suas almas Para dar vida a esta triste canção de amor Ele é como um Deus e ela como uma virgen E os Deuses ensinaram-nos a pecar E na eternidade os do...

Às vezes faltam-nos palavras

(Ás veces fáltannos palabras e ás veces sóbrannos Ás veces fáltanos o tempo de dicilas e ás veces pásanos o tempo de calalas Ás veces precisamos o que xa temos e ás veces desbotamos o alleo como se fora noso Ás veces mantimos inxustamente e ás veces facemos da lei unha verdade fedorenta) Às vezes faltam-nos palavras e às vezes sobram-nos Às vezes falta-nos tempo para as dizer e às vezes passa o tempo de as calar Às vezes precisamos do já temos e às vezes dispomos do alheio como se fosse nosso Às vezes mentimos injustamente e às vezes fazemos da lei uma verdade fedorenta Baldo Ramos

Coração Couraça

Corazón coraza (Coração Couraça) Porque te tenho e não Porque te penso Porque a noite está de olhos abertos Porque a noite passa e digo amor Porque vieste recolher a tua imagem E és melhor que todas as tuas imagens Porque és linda desde o pé até à alma Porque és boa desde a alma a mim Porque te escondes, doce, no orgulho Pequena e doce Coração Couraça Porque és minha Porque não és minha Porque te vejo e morro E fico pior que morto Se não te vejo amor Se não te vejo Porque tu sempre existes onde quer que seja Mas existes melhor onde te quero Porque a tua boca é sangue E tens frio Tenho que amar-te, amor Tenho que amar-te Ainda que esta ferida doa como duas Ainda que te busque e não te encontre e ainda que a noite passe e eu te tenha e não Mario Benedetti

Existência, para que serves traduzido para Italiano

Esistenza, che serve? Esistenza, si guarda negli occhi nel vecchio specchio polveroso, A che serve? Esisto in una forma insopportabile Racchiuso in un corpo che non ho scelto Mi sento un vuoto che si insinua la paura stessa I miei occhi si abbassarono a rifiutare la luce E si concentrano sulla presa in giro dell'abisso della Creazione Per la mia incredulità l'altro la mancanza di amore Mentre due soldati pronti a corrodersi dentro di me Due forze unite nella distruzione della vita Ingrandirsi l'amarezza accumulata E il ricordo dei sogni perduti In una sfilata infinita di rimorso e di dolore Una corrente furiosa trascina tutto e non si ferma mai Ma può rompere Quando finirà? Quando finirà? Nadir Veld Tradução de Luca Zambonin Poema Original de Nadir Veld: ` http://zenitsaphyr.blogspot.pt/2013/08/existencia-para-que-serves-caminho-para.html

Abril 74 (Lluis Llach)

Companys, si sabeu on dorm la lluna blanca digueu-li que la vull però no puc anar a estimar-la. Que encara hi ha combat. Companys, si coneixeu el cant de la sirena allà en mig de la mar jo l´aniria a veure. Però encara hi ha combat. I si un trist atzar m´atura i caic en terra porteu tots els meus cants i un ram de flors vermelles a qui tant he estimat. Companys, si busqueu les primaveres lliures amb vosaltres vull anar que per poguer-les viure jo me n´he fet soldat. I si un trist atzar m´atura i caic en terra porteu tots els meus cants i un ram de flors vermelles a qui tant he estimat. Quan guanyem el combat. Companheiros, se sabeis onde repousa a lua branca Dizei-lhe que a quero Mas não posso ir adorá-la Que ainda há combate Companheiros, se conheceis o canto da sereia Lá, a meio do mar, Eu desejaria vê-la, mas ainda há combate E se um triste azar m e atinge e caio em terra Levai todos os meus cantos E um ramo de flores vermelhas A quem tanto estimei Companheiros, se...

ESCREVER

Às vezes é a única Coisa Entre ti e o infinito Nem a bebida Nem o amor de uma mulher Nem a opulência Podem Igualá-lo Do mesmo Carlos

Sozinho com toda a gente

A carne cobre o osso E eles põem uma consciência Lá dentro e, por vezes, uma alma, E as mulheres quebram Vasos contra as paredes E os homens bebem Demasiado E ninguém encontra Aquela pessoa Ainda que continue a procurar Rastejando para dentro e para fora Das camas A carne cobre o osso e a Carne procura Mais do que carne Não temos hipótese nenhuma, De todo Somos todos prisioneiros De um destino Singular Nunca ninguém encontra A tal pessoa As lixeiras da cidade cheias As casas de chuto cheias Os hospícios cheios Os hospitais cheios Os cemitérios cheios Nada mais Enche Charles Bukowski

A Sombra que Caminha

Amanhã e Amanhã e Amanhã Sucedem-se de forma insignificante de dia para dia Até ao último instante de tempo registado E todos os nossos ontens alumiaram aos loucos O Caminho para uma morte inútil. Apaga-te, Apaga-te, fugaz chama A vida não é mais que uma sombra que caminha, um pobre jogador Que se agita e se aflige no palco durante uma hora E depois ninguém mais ouve. É um conto contado por um idiota, cheio de som e fúria E que não significa nada. Shakespeare shakes the world.

Teatro de Sombras

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Mais uma tradução de Nadir Veld, desta vez, Shadowplay ...Teatro de sombras...Joy Division mais uma vez...Ian Curtis bate forte aos embriagados... Teatro de Sombras Do centro da cidade onde todas as ruas se cruzam, à tua espera Até às profundezas do Oceano onde toda a esperança está submersa, à tua procura Movia-me através do silêncio sem movimento, à tua espera Num quarto com uma janela no canto, encontro a verdade No teatro de sombras finges a tua morte Despreocupado Enquanto os assassinos agrupados em quatro filas dançam no salão E com frieza nos seus corpos metálicos fazem um avanço para conectar Fiz tudo Tudo o que queria ter feito Deixei-os usarem-te para os seus próprios fins Para a Noite, no centro da cidade, à tua espera À noite, no centro da cidade, à tua espera Nadir Veld

24 Horas

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Tradução da letra Twenty Four Hours de joy division.... Então, é isto a estabilidade, o orgulho do amor desfeito O que antes era inocência virou caos para sentir Uma nuvem negra paira sobre mim Seguindo todos os Movimentos Enraizada na memória do que em tempos foi o Amor Oh, como eu compreendi, quanto precisava de tempo Contemplei as possibilidades, as perspectivas, tentei tudo compreender Só por um momento, achei ter descoberto o meu caminho Destino desfeito, escapou-se, não o consigo agarrar Demasiados objectivos, para lá de todo o alcance Buscas solitárias por tudo o que quero manter Vamos sair um pouco, ver o que conseguimos encontrar Uma colecção sem valor de esperanças e desejos antigos Nunca percebi todos os caminhos que tinha de percorrer Todos os cantos sombrios de uma percepção que não conhecia Só por um momento pareceu-me ouvir alguém chamar Olhei para lá do presente Não há lá nada de nada Agora que eu me apercebi, como ...