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Profecias Atmosféricas P

Um acontecimento sucederá E outro acontecerá na sua sequência

Quadra / Profecia atmosférica / Del.

Quanta saudade é sangue no dealbar dos dias Quanto do teu olhar são lágrimas no meu olhar? Por quantas sepulturas no mar trocámos as rectas vias Por quantos silêncios sepulcrais o guardaremos mais?

Profecias Atmosféricas (XIII)

Não posso com mais palavras em rotação circular Às voltas, estonteado, páro sempre no mesmo lugar na vida não há tempo para sonhar, mas nos sonhos há hipótese de amar.

Profecias Atmosféricas (XII)

Ria-se os evidente A desgraça é iminente Não sou eu que sou demente É o mundo todo que mente

Profecias Atmosféricas (XI)

A palavra queima a pele A pele alberga o espírito A dor alerta o sofrimento no espírito A morte trata do resto. Nadir Veld

Profecias Atmosféricas (X)

Todas as cores parecem perigosas pontes de fuga, todos os pontos convergem e dão estranhas curvas recurvas onde se despistam as motas e os camiões dos homens que morrem estupidamente aqui e ali por razão nenhuma e continuarão morrendo até ao derradeiro morrer, com a colisão de estrelas, talvez, ou então, o decadente fim chegará à lei da bomba e acabará na Terra o Homem que viverá residualmente no espaço e por pouco tempo. Assim que colidam os mundos sopra a trombeta da fé nas planícies férteis!

Profecias Atmosféricas (IX)

Descem barcos carregados de Ouro Os Rios que vão para a Babilónia Não compensa o usufruto do Tesouro roubado Quanto em desgraça perturba a Cachimónia

Profecias Atmosfériacs (VIII)

Todas as tralhas espalhadas nas malhas Desorganizam e atrasam Os teus projectos enquanto os falhas O teu destino? As fornalhas

Profecias Atmosféricas (VII)

Numa estrada três vielas Muito belas Encalhas na melhor delas

Profecias Atmosféricas (VI)

Vem e volta a dispersa corrente Dispensa a revolta que o nervo sente Quando critica o vestido da serpente Serva do chulo que de novo mente

Profecias Atmosféricas (IV)

Nas naves espaciais do futuro Em novos mundos vamos sofrer decepções Quando se está no vazio Que há para conquistar a não ser o inútil?

Profecias Atmosféricas (IV)

Três putos partem para uma aventura particular Em busca dos odores a doçura molecular Dos aromas que provocam o vento E cujo Império ainda adormecido aguarda mandamento

Profecias Atmosféricas (III) P

Ferida por um bando de pássaros de ferro A civilização em fumo reergue-se contra o desterro Quando demasiado cedo se fizer o enterro Das complexas possibilidades produzidas pelo erro

Profecias Atmosféricas (II) P

Uma rajada de vento sopra a brisa vermelha Nas planícies da comunhão trabalhadora Quando o lobo for irmão da ovelha Nem os Generais ligarão a máquina destruidora

Profecias Atmosféricas (I) P

Os Oceanos contidos em muralhas Serãos os prisioneiros do futuro Os mares revoltos em batalhas Tornam caótico o céu escuro